sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Trabalho!
Matéria gravada para o Esporte Espetacular aqui em Fortlaleza no estádio do Castelão!!!
Ei galera, olha lá nos créditos o nome do Câmera... rsrsr Foi massa!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Um samba no canto do encanto da dor!
Para um apaixonado, tudo que o outro faz é dar esperança! Meu amor...
Para um alucidado, tudo que ele faz é amargar a sentença da dor...
Para eu que não sou bobo, vou com cauma, vou na valsa, esperando um beijo teu...
Escrevendo um samba torto, pra dizer que eu te amo e viver um sonho meu!
Pois o que eu quero é o teu amor...
No samba da banda, lá na corda bamba, no canto do encanto da dor!
Na alegria dessa vida ou uma noite bem vivida sentindo teu sabor...
Descobrindo o teu mundo, nesse mundo que é mais mundo, provando teu calor...
Te dou o gosto do oposto e o medo do acerto, eu me rendo a emoção...
Dançando um samba torto, pra dizer que eu te amo e entregar meu coração!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Os tempos estão mudando...

Os tempos estão mudando, o clima, os sentimentos, a fé, o presente e o futuro, os tempos estão mudando... Parem o mundo que eu quero descer! Pois na contramão deste, irei construir meu mundo a parte, convidarei o Diabo a sentar-se a mesa, tomar uma tequila e conversarmos sobre o golpe do mundo único...
Meu mundo será mundo...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Desconhecido

O que acabei descobrindo é que minha indiferenciação não produzia generalizada aceitação e júbilo, mas universais confusão e horror. As pessoas simplesmente não conhecem outro caminho que não seja guiado, como no prólogo de Alice, por rótulos sensatamente fixados às coisas. É menos embaraçoso lidar com o outro, que pode ser rotulado e portanto medido, do que abraçar na total escuridão o desconhecido que pode ser qualquer um.
(Paulo Brabo)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Diante de Mim

Diante de mim
tendo eu mesmo por testemunha
e sob pena de perder o respeito por minha própria palavra
eu me comprometo a buscar e defender Qualidade de Vida
em tudo o que eu faço e em todos os lugares onde eu esteja
E me comprometo a estar presente aqui e agora
a despeito do prazer ou dor que este momento me traz
fazendo a parte que me cabe do melhor modo que eu sei
sem me queixar do mundo nem culpar os outros
por meus acertos e fracassos
mas antes me aceitando imperfeito, limitado e humano
Mesmo que tudo recomende o contrário
eu me comprometo a amar, confiar e ter esperança
sem quaisquer limites nem condições
E embora eu só possa fazer pequeno
eu me comprometo a pensar grande
e a me preparar com disciplina e coragem
para os ideais que ainda espero e vou alcançar
sabendo que tudo começa simples e singelo
De corpo, cabeça e coração
eu me comprometo crescer
muito e sempre
de todos os modos possíveis
de todos os jeitos sonhados
até que a vida me considere apto para a morte
(Geraldo Eustáquio de Souza)
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A Criação Segundo Osna.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sofia

quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Amor verdadeiro. (S.O.J.A.)

amor está em minha mente.
É para todos, não importa de onde você é,
amor, ele cruza todas as linhas.
Como o sentimento de todas as estações que mudam,
o amor é uma memória e nestes últimos dias,
quando a iniquidade que chame-a,
amor fala a verdade.
Eu preciso de um amor verdadeiro
você sabe o que você significa pra mim
isto mostra como eu vivo e como eu respiro.
e no vale da escuridão, eu sei que você vai estar
eu me defendo, eu conquisto a morte
eu conquisto o inimigo (inveja)
O que o amor é na realidade, se somente finge, um aspecto de vida?
é como um músico que somente aceita, seu próprio jeito de musicar.
é como um pregador que somente respeita domingo de manhã,
e não sábado a noite, é como um soldado pode vir a refletir
esse amor, é maior do que o homem e a mulher.
Em um tempo de fartura, Jah vai me manter forte.
coisas que me deixam bem, yeah
Jah vai me manter forte
Composição: Jacob Hemphill
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Gostei de você!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O último beijo!

É aquele onde se esconde todo fim daquilo que se acredita ser verdadeiro
Ele sempre vem depois da suposta aposta do fim do amor...
O último beijo é a tentativa em vão do desapego, no desespeiro de resolver um assunto que pertence ao coração que ama e não sabe
É a droga que faz cesar toda dor que poderia ser causada, matando toda esperança e possibilitando um novo começo longe do verdadeiro amor
Ele sempre vem depois de um abraço cheio de lágrimas e uma indiferença cortante...
O último beijo é o útimo da vida ou o primeiro de muitos absurdos
É aquele que mata, define ou vivifica, é o medo de que seja eterno ou faça mudar as opiniões
O último beijo é aquele que não pode ser beijado para que não se faça real...
O último beijo você não me deu.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
EU SOU! E quem É?
Naquele momento olharam nos meus olhos expressando um leve sorriso, misturado com uma admiração a uma fé agregada a mim. Me disseram que eu era um homem de muita fé, então indaguei minha pergunta óbvia; Como acreditaria em Deus e no Diabo sem acreditar no Homem? Logo todos se decepcionaram anulando tudo que haviam acreditado sobre mim. Já não era mais um homem de muita fé e sim o homem que questionou a fé alheia, aquele que apaga o pavio que fumega.
Meus questionamentos me excluíram, minhas dúvidas confundiram o que para mim é tão óbvio. Sempre achei que a imagem e semelhança era realmente semelhante, quando o Homem perguntou a Deus qual seu nome, Ele respondeu; EU SOU, então o Homem encontrando o EU SOU, pode ver sua imagem e semelhança definindo seu mito pessoal. O Homem então exclamou "EU SOU!", evoluindo do estado de ter e estar ao estado de SER(sendo)...
Me excluíram, me mataram, tentaram tirar minha esperança, mal sabendo eles, que a esperança resiste além da morte, criaram Deus e o Diabo e os idolatraram, gerando morte e corrupção, pecado mortal, esqueceram o amor ao Homem, esqueceram o EU SOU, porém o EU SOU está a vos falar a cada voz de um Homem.
No fim da conversa eu disse que acredito no Homem que criou Deus e o Diabo e exclamou; EU SOU! Então viraram as costas para mim e Mataram Deus. Pois onde há exclusão não há; EU SOU.
Em marcha, sendo e indo!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Deus e a Beleza

Tudo o que vive é pulsação do sagrado. As aves dos céus, os lírios dos campos... Até o mais insignificante grilo, no seu cricri rítmico, é uma música do Grande Mistério.
É preciso esquecer os nomes de Deus que as religiões inventaram para encontrá-lo sem nome no assombro da vida.
Reverência pela vida: é a forma mais alta de oração. Sem nome... O nome de Deus não pode ser pronunciado...
Não precisamos dizer o nome "rosa" para sentir o perfume.
Não precisamos dizer o nome "mel" para sentir sua doçura.
Muitas pessoas que jamais pronunciam o nome de Deus o conhecem como reverência pela vida.
Há pessoas que se sentem religiosas por acreditar em Deus. De que vale isso? Os demônios também acreditam e estremecem ao ouvir seu nome. A pergunta não deveria ser "você acredita em Deus?", mas "você se comove com a beleza?" Deus nunca foi visto por ninguém. Ele se mostra na experiência da beleza.
Rubem Alves ("Perguntaram-me se acredito em Deus". Editora Planeta do Brasil)
terça-feira, 14 de abril de 2009
Possibilidades...
sábado, 4 de abril de 2009
Casinha de táipa.

Sonhei com um vilarejo bom, sombra, água fresca, paz, amor e melodia. Nos teus olhos encontrei a casinha de táipa a beira-mar que significava o meu sonho, daí descobri que outrora estava condenado ao inferno e em um momento veio sobre mim a salvação, entrei no céu e vi meu vilarejo bom, construído aqui no chão da minha vida e no sol da minha história.
O inferno está aculá e o céu está aqui, meu céu é você, nossa eternidade será vista em nossa história e meu delírio é a experiência com coisas reais…
Amar e mudar as coisas me interessam mais…
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Sei lá!
Sinto um alivio nas minhas mentiras, analgésico momentâneo do desespero. Para tudo e com tudo ela se faz presente em um absoluto constante, hoje minhas verdades doeram mais que minhas mentiras.
As minhas mentiras camuflavam toda minha verdade construída em uma liberdade que escolhi viver, sem culpa, mas a prova de uma renovação constante de caráter. Até então confortável e justo para mim.
A minha verdade hoje me encarou de frente e eu a entendi, confortável e justa, mas construída da maneira errada, vi em outra pessoa minhas verdades com os olhos de quem me vê. Doeu. Entendi que minhas verdades foram construídas em mentiras. Peço desculpas a minha vida, o caminho inverso me espera ou me esqueceu, mas vou indo constante. Fui capaz de um mundo por verdades e capaz de tudo em mentiras.
Não tentarei ser outros, minhas verdades continuam a ser construídas, porém minhas mentiras, sei lá!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A VERDADE É UMA CONSTRUÇÃO, MAS A MENTIRA É ABSOLUTA.

Esses dois exemplos demonstram como passo por fases de pensamentos teológicos diferentes. Os motivos são basicamente três: minhas experiências na caminhada da vida, meu conteúdo teológico ‑ sempre revisado e aberto a novos questionamentos ‑, e minhas características pessoais, sejam elas frutos da minha criação familiar ou aspectos psicológicos. Essa soma e mistura do que eu sou, me faz hoje defender uma teologia aberta ‑ que não é a Teologia Aberta ‑, uma teologia ecumênica capaz de promover o diálogo com outras correntes teológicas e com outros os tempos. Hoje, antes de radicalizar qualquer ponto teológico, antes de fechar qualquer questão, olho para meu passado e penso no meu futuro, sei que posso mudar de idéia mais na frente, então sei percebo que é muito melhor está estar aberto a estudar sempre o que o outro diz.
Estudando os fatos passados e relacionando-os com o presente, a História tem nos ajudado a entender a importância e o significado do tempo, do espaço e de suas relações no contexto dos fatos. Essa visão histórica deve estar presente no fazer e pensar teológico, pois, apesar de sempre se sujeitar ao tempo presente, a teologia também precisa oferecer um diálogo com o passado. Esse diálogo não pode ser só de negação e destruição. Comumente os teólogos atuais olham para o passado e fazem comentários negativos, como se o passado sempre fosse errado. Mas o olhar do teólogo para os pensamentos passados, também precisa ser de reverência e respeito. Não existe pensamento solto, as idéias não são construídas no vazio. Elas sempre partirão de nossa visão do passado, e poderão ora negá-lo, ora reconciliá-lo com nosso tempo. É inútil tentarmos construir uma teologia presente, sem que o pensamento passado seja o primeiro a ser visitado. É tolice pensar que todo pensamento é fruto unicamente do contexto presente.
Progredir significa começar sempre de novo. Isso também se aplica ao trabalho teológico. Mas é certo que o nosso começar de novo já encontra o caminho do início no passado, seja para estudá-lo, seja para negá-lo, seja para apoiá-lo. Os grandes embates teológicos são eternos. É só perceber a imanência x a transcendência de Deus, que é o assunto do passado-presente-futuro. Qualquer questão teológica sobre Deus e seus atributos passaram sempre pelos questionamentos de um Deus no céu, distante, transcendente, ou de um Deus mais presente, imanente. E isso faz toda diferença quando pensamos em livramentos, orações e tragédias. Dependendo do meu posicionamento sobre imanência ou a transcendência de Deus, toda a minha argumentação teológica sobre esses assuntos torna-se diferente e, às vezes, antagônico. É por isso que o passado não pode ser desprezado pelo presente, mas ao contrário, o passado sempre é a base para que eu entenda o que eu creio hoje.
O presente é o que menos existe como fração de tempo, num breve instante o agora vira passado. O fato é que o presente é uma invenção, sempre uma invenção, e o seu produto não poderão ser tidos como verdadeiro e eterno. Nada e nem um conceito pode ser tido como verdade absoluta, pois, nesse caso, a verdade absoluta, representa um momento da história e os momentos da história não são eternos.
Deus é eterno! Os pensamentos sobre Deus e sobre a eternidade de Deus, não são eternos. Quando afirmamos uma verdade eterna, congelamos um momento da história e desprezamos a capacidade de pensarmos a verdade a partir do nosso tempo.
Quem pode afirmar que tem a verdade? O que é a verdade? O que era verdade há tempos atrás pode não ser a verdade hoje, pode não ser a verdade amanhã. Quando afirmo que a verdade de hoje pode não ser a verdade do amanhã, muitos alunos me perguntam, ‑ será que isso não é uma relativização da verdade?‑ Afirmo que não. O que penso é que os nossos conceitos de verdade, dependem do nosso tempo. E os valores de um povo, incluindo sua ética e costumes são relativos, pois eles estão sujeitos ao tempo e ao espaço.
Gosto muito de um exemplo sobre a concepção de verdade. Trata-se do exemplo das teorias da inspiração bíblica: A Bíblia é a Palavra de Deus? A Bíblia torna-se Palavra de Deus? Ou a Bíblia contém a Palavra de Deus? Cada uma dessas frases pede para ser o título de uma teoria verdadeira – se é que podemos falar em teorias verdadeiras. E dependendo do momento da história, e da corrente teológica, cada uma delas foi mais aceita. Aceitar uma dessas verdades determina o tipo de relação que tenho com a Palavra de Deus. Aceitar umas dessas verdades determina a relação que tenho com Deus. Quem de nós conhece a verdade sobre o livro, sobre a palavra e sobre Deus? Quem nesse caso tem a verdade?
As teorias são frutos de um presente em invenção, e eternizá-las não é o melhor caminho para fazer teologia. Mesmo por que novas descobertas são feitas a todo instante, e novas verdades são afirmadas a todo momento.
Quando não há construção de pontes entre o passado e o presente, a sistematização do pensamento teológico torna-se produto de um grupo ou de um indivíduo. Não acredito em pensamentos detentores da verdade, pois a verdade é universal e não cismática. Apenas a mentira é arrogante, particular. E, fatalmente, as verdades particulares trazem cisma e isolamento, como afirma Moltmann:
O pensamento particular, na teologia cristã, é pensamento cismático. Ele pressupõe uma fragmentação confessional da Igreja e, por meio de “distinções doutrinais”, voltadas para controvérsia teológica, aprofunda as divisões.[1] (MOLTMANN, 2000, p. 14).
Só existe um bom caminho para fazermos teologia: é o caminho da não absolutização das verdades. Se optarmos por esse caminho, ele nos trará uma abertura aos diálogos das verdades. Fazendo isso, seremos menos cismáticos e mais ecumênicos e comunitários.
[1] MOLTMANN, Jürgen (2000). Trindade e reino de Deus: uma contribuição para a teologia, Petrópolis: Editora Vozes.
sábado, 24 de janeiro de 2009
E agora quem sou Eu?
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Daquilo que poderia esperimentar!
Se eu te pedir um beijo e você me der, irei esquece-lo e será mais um dentre vários, se eu te pedir um beijo e você disser não, irei te pedir novamente, e se novamente negar, irei querer além do beijo. Se eu não pedir-te nada, irei perder a oportunidade de pedir o melhor daquilo que poderia esperimentar!sábado, 20 de dezembro de 2008
Ele tem sorte...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Madrigal para um amor

Cacaso
(Antônio Carlos Ferreira de Brito)
meu destino é te adorar.
Serei cavalo marinho
quando a lua semi fátua
emergir de meu canteiro
e tu tiveres saído
em meus trajes de luar.
Serei concha privativa,
turmalina, carruagem,
Mas só se tu, Luz da Noite,
teu delírio nesta margem
já quiseres desaguar.
(Não te faças tão ingrata
meu bem! Quedo ferido
e meus olhos são cantatas
que suplicam não me mates
em adunco anzol de prata!)
E quanto nós nos amamos
em nossa vítrea viagem
de geada e de serragem
pelo meio continente!
Luz da Noite Lis da Noite
meu destino é te seguir.
Meu inábil clavicórdio
soluça pela raiz,
e já pareces tão farta
que nem sequer onde filtra
meu lado bom te conduz:
Minha amiga vou fremindo
embebido em tua luz.
Rio, 1964.
Cacaso (Antônio Carlos Ferreira de Brito) nasceu em Uberaba (MG), no dia 13 de março de 1944. Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós. Seu primeiro livro, "A palavra cerzida", foi lançado em 1967. Seguiram-se "Grupo escolar" (1974), "Beijo na boca" (1975), "Segunda classe" (1975), "Na corda bamba" (1978) e "Mar de mineiro (1982). Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina Cezar, Charles, Chacal, Geraldinho Carneiro, Zuca Sardhan e outros. No campo da música, os amigos/parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu Lobo, Tom Jobim, Sueli Costa, Cláudio Nucci, Novelli, Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta, Francis Hime, Sivuca, João Donato e muitos mais. Em 1985 veio a antologia publicada pela Editora Brasiliense, "Beijo na boca e outros poemas". Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida".
O poema acima foi extraído do livro "Lero-lero", Viveiros de Castro Editora (7Letras) - Rio de Janeiro e Cosac & Naif - São Paulo, 2002, pág. 204.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Não fiz isso por ninguém.

Quem disse que não acreditava?
Quem não confiou em mim?
Acho que ultrapassei meus limites.
Nem acredito no que fiz!
Acho que fracassei…
Não fiz isso por ninguém,
Apenas acho que fiz o que eu tive que fazer…
Mas sempre tive a plena consciência do: e se…
Mas se eu cair, se eu tropeçar?
Você não me deu nem essa possibilidade…
Todo mundo tem que se rastejar
quando está encurralado ao ponto de cair,
mas antes disso ouço sua voz sussurar;
O que sinto por você nunca mudará!!!
Então depois de ouvir tudo isso,
descobri que o amor que sentimos
é maior que nossos erros e acertos…
O Amor é maior que aquilo que somos!
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Esquisita e meia...
A calçada guiava um cara de mangas longas, uma bolsa de lado e fones de ouvido que de longe escutava o ruído saindo deles. A calçada parecia um mundo, mundo onde tudo estava em sua frente, onde os dilemas se tornavam cada vez mais pesados, onde esse aparente mundo parecia querer engoli-lo!A calçada lhe mostrou a Maria com os olhos marejados por ter garantido naquele momento a comida do seu filho para aquele dia, o Zé cantando aquela antiga música de forró depois do dia duro na construção civil, ela mostrou a nobreza do ser diante da pobreza do ter.
Então ele em uma atitude suicida deixou ser engolido pela calçada em um estado emocional complexo ao som de Nando Reis, quando se deu por si viu uma luz e encontrou uma espécie de mito pessoal!
A calçada o estuprou, o condenou, o engoliu, o fudeu, o libertou... Essa história é meio esquisita! Esquisita e meia...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Deus sabe, porque o escreveu.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Dos amores mais vendidos...
Um amor sem conservantes,logo pode se estragar
e o que um dia já foi doce,
pode amargo então ficar!
Mantenha o seu amor guardado no congelador,ou então experimente outro com novo sabor,
achei um coração barato numa promoção, mais era de SEGUNDA MÃO
Se perder a validade,
vou deixar de funcionar,
jogo fora e compro um novo,
e coloco em seu lugar.
Um amor que apodrece,leva o gosto de quem vai,
dos amores mais vendidos,
ao que quebra quando cai.
Corações estão na moda,várias cores e padrões,
no varejo ou no atacado,
qualidade e preço bom.
Mantenha o seu amor guardado no congelador,ou então experimente outro com novo sabor,
achei um coração barato numa promoção, RECICLÁVEIS CORAÇÕES...
Giovanni Caruso é um compositor sulista de uma poesia simples e sincera!
sábado, 8 de novembro de 2008
O amor basta...
O amor de certo, bem certo se faz errado por não ser amado, onde a frase do Eu te amo se fez banal por não ser dita, e quando pronunciada se faz irreal por não ter sentido em lábios puros. O amor nunca se tornará banal, porque nós é quem nos banalizamos ao perder a sua percepção e sentido. Nós matamos o amor e agora devemos entender sua multiforme para ele se fazer vivo em cada um! Então viva o amor, declare e aceite o Eu te amo, talvez assim o amor se faça real a ambos e a todos, talvez assim o seu Eu banal banalize a amargura da falta de amor. O amor basta, nós salvamos o amor! Eu te amo...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Relicário

É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o A de que cor?
O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou
E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou
O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor
Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite
Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for
Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou
O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor, ôôôô...
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor
O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
...está fazendo assim?
O Nando me consultou hoje quando fez essa música! hehehehe
domingo, 2 de novembro de 2008
Estrada És...

Desculpa por ter passado em sua estrada, é porque era uma estrada muito bonita, estrada essa com muitas curiosidades e desafios. É nessa estrada que as coisas invertem o seu curso natural, onde os dispostos e opostos se atraem, onde os sorrisos podem ser lágrimas, onde a seriedade pode ser paixão avassaladora, onde o feiticeiro é enfeitiçado porque se encantou com a magia oposta.
Não precisei ir muito longe nessa estrada para saber que para trafegá-la é preciso muito sacrifício e compreensão, descobri que quando a encontramos ela te laça de uma forma tal, que não há como fugir, onde o sol parece brilhar mais forte, onde o coração parece estar mais vivo, onde os olhares marejam de felicidade, onde os sonhos se sonham mais constante!
Que estrada cruel! Quando ela parece cada vez mais distante as palavras se tornam cada vez mais belas, as palavras se traduzem em paixão, amor, interrogações, sonhos e esperanças, e quando ela sim, parece cada vez mais próxima, os buracos aparecem, obstáculos agridem, o medo persegue, ela faz nos sentir ignorados e os sacrifícios parecem não valer a pena.
Desculpa por ter passado em sua estrada, mas nela aprendi a amar, me apaixonei de verdade e abdiquei tudo do que construí, e tudo que eu sei agora é que entrei nessa estrada e decidi não sair dela independente do que diga ou sinta, a não ser que me mande sair dela! Desculpa.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
No fim das contas!

Uma vez joguei uma pedra para o alto e diante da luz do sol minha vista foi ofuscada perdendo a pedra de vista, só descobri onde ela estava quando acordei em casa com a testa arrebentada.
Descobri que quando jogamos algo para o alto podemos ofuscar a visão, descobri também que podemos ter uma baita dor de cabeça, mas o mais interessante é que sempre aprendemos boas lições.
No amor também é assim, jogamos para o alto, nos ofuscamos, temos uma grande dor de cabeça e depois aprendemos uma grande lição. O mais interessante nisso tudo é que no fim das contas, aprendemos a amar melhor!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
A Seta.

Essa seta me acertou
Como quem acerta um vaso de pedra
Essa seta me acertou na hora certa...
Como o Diabo acerta o fiel
Como um cio domina o animal
Como a abelha corre pro mel
Como o tempo mata o impaciente no terminal!
Como a inveja acerta a prudência
Como o vaidoso na dose se gaba
Como a loucura agride a decência
Como o queijo coalho é pro doce de nata-goiaba
Essa seta me acertou
Como quem acerta um vaso de pedra
Essa seta me acertou na hora certa...
Como a paixão acerta o poeta
Como o grito na hora do alerta
Como diabo foge da cruz
Como a ressurreição para um tal de Jesus
Como um gozo na hora do sexo
Como a repressão é algo sem nexo
Como o enxergar pra quem não vê
Como o destreza do ter diante da grandeza do ser
Me acertou, me dominou, me seduziu...
Me completou, me complicou, meus olhos abriu...
domingo, 28 de setembro de 2008
O Espaço Entre...
Você não pode desistir de mim tão rápido.Não tem nenhuma esperança dentro de você para mim?
Nenhum canto onde você possa me fazer caber?
Mas eu tenho todo o tempo do mundo pra você, querida.
O espaço entre as lágrimas que choramos,
É a risada que nos faz voltar querendo mais.
O espaço entre as mentiras terríveis que dizemos
E esperamos que protejam da dor.
Mas será que te abraçarei de novo?
Estas palavras volúveis e inebriantes me confundem,
Tipo: "Será que vai chover hoje?"
Desperdiçamos as horas com conversas e mais conversas,
Destes jogos falsos que jogamos.
Nós somos estranhos aliados
Com corações em guerra.
Que fera de olhos agitados você seria.
O espaço entre as mentiras terríveis que dizemos
E esperamos que protejam da dor.
Olhe para nós rodando sem controle
Na loucura de uma montanha-russa.
Você sabe que você saiu feito um diabo
Dentro de uma igreja lotada.
Tudo o que podemos fazer, meu amor
É esperar que não afundemos de vez este barco.
O espaço entre o lugar em que você sorri plenamente
É onde você vai me encontrar se eu conseguir ir.
O espaço entre as balas em nosso tiroteio
É onde você me encontrará escondido, esperando por você.
A chuva que cai
Molha seu coração
E corre como tristeza pela janela, para dentro de mim.
O espaço entre nossas mentiras terríveis
É onde esperamos nos protejer de dor.
Pegue minha mão
Porque nós vamos sair daqui,
Sair daqui.
O amor é tudo de que precisamos, querida.
O espaço entre o que está errado ou certo
É onde você me encontrará escondido, esperando por você.
O espaço entre o seu coração e o meu
É o espaço que preencheremos com o tempo.
O espaço entre as lágrimas que choramos,
É a risada que nos faz voltar querendo mais.
O espaço entre as mentiras terríveis que dizemos
E esperamos que protejam da dor.
O espaço entre...
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
O Atirador...
Atire a segunda, iaiá
Até descarregar o tambor
Até apagar a luz de ioiô
Até nunca mais,
já vingou.
Atirador, quando compra vingança alheia
Tem que ter veneno na veia
Tem que saber andar num chão de navalha
Atirador tarda mas não falha
Atirador não tem dó quando atira
Atirador é o dublê de ira
Ele só sabe o nome, só viu o retrato
Alma sebosa é mais barato.
(Lula Queiroga)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Meu mundo!

Que sacrifício não seria válido por ti?
Se o teu corpo já é minha condenação
A vida me trouxe a maior felicidade por poder
Ter meu mundo ao seu lado
Pois o universo da tua cama não supera o infinito
Se minhas palavras te doem, que sejam elas
Minha ruína
Se meus gestos te ofendem, que sejam eles
Meu fim
Que sacrifício não seria válido por ti?
Minha carne já é tua, meu sangue já nada em tuas veias
E a morte do meu Eu, já nos fez um.
Agora te vejo em mim, toda tua beleza,
tudo de mim, tudo de você em Nós...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Viajem rumo ao sempre.
Ele sabe que tudo é passageiro e sabe também que muitas vezes deixamos escapar por entre nossos dedos aquilo que é passageiro, tornando tudo então passageiro. O passageiro de um ônibus, os seus sonhos, sua fé, seus sentimentos, seus ideais, nada fica debaixo do Sol, sempre vem outro em seu lugar nos fazendo passageiros de uma vida.
Do pó veio e ao pó voltará, assim ele aprendeu com os filósofos, e descobrindo a vida, descobriu equívocos tremendos. Ele descobriu que havia coisas que não passavam e algumas estradas não tinham fim, histórias permanentes e absurdos reais que pareciam segredos ao qual o medo escondera!
Um tombo no meio da estrada o fez ver que tudo poderia permanecer pois viu que a estrada onde estava não tinha fim e entendeu que para não haver fim na estrada, seria necessário alguém para percorrela.
O passageiro desafiou o mistério da estrada sem fim e prosseguiu, então seus sonhos se eternizaram, sua fé e sentimentos não tiveram fim, seu ideal permaneceu eterno debaixo do Sol, então percebeu que naum estava só naquela estrada e se deparou com alguns caminhando ao seu lado, tornando a estrada cada vez mais aparente.
Ele em uma extrema aflição se dirigiu ao companheiro mais próximo e disse:
—Sou mais um passageiro nessa estrada e quero saber aonde ela nos levará.
Então o outro respondeu:
—Se estás nessa estrada é porque deixou de ser passageiro e se transformou em seu próprio guia, tornando-se um viajante rumo ao sempre.
Ele ja sabe mais. Sabe que ele faz o passageiro e o eterno porque o eterno É com Ele.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
I need you!
Sentia uma dor chata, e a lâmpada do farol apagara
Queria um pouco mais de calma!
Filha, a minha bússola não funcionava mais e o tempo parou sem ver e nem porque!
Só uma certeza me sustentou...
A noite fugia o sono, minha paz constatemente assombrada por um som terrível
Não havia espaço!
Teu perfume tão mais puro proporciona sonhos
Começo, meio e fim!
Meu coração reconheceu
Teus braços, minha paz...
O meu divã chegou na hora certa
Uma conversa, um sorriso e uma paz!!!
Talvez agora consiga deitar um pouco...
Acho que alguém aqui me cativou.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Apéndice.

Três jovens conversavam sobre comunidade e suas implicações, certa ocasião, um dos jovens comparou a comunidade a um corpo humano e suas funções, mostrando para os que lhe ouviam que a funcionalidade da comunidade se aplicava necessáriamente igual o corpo! A mão precisa dos dedos para segurar algo, o sangue do coração para ser bombeado, as pernas movem o corpo, a pele sente, a língua possibilita o sabor e a comunicação, os olhos informam e infinitas funções foram dadas como exemplo, mas certa ocasião, um replicou e disse q somente o apéndice naum tinha utilidade, e que fácilmente poderia ser jogado fora, então aquele que começou o assunto e defendia plenamente certo conceito interrompeu dizendo!!
Olha, não sei qual é a função dele, mas a muito tempo quando tiraram o apéndice de mim, me deixaram uma cicatriz que ainda hoje posso vê-la!!!
terça-feira, 22 de julho de 2008
É o que me interessa.
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio
Acalmo a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamentoA paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa
(Meio egoísta, mas sincero, meio lúdico, mas perfeito! Meio eu, meio você...) Grande Lenine!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Crash Into Me (Dave Matthews Band)
Venha De Encontro A Mim.
Você tem sua bola,
Tem sua corrente
Presos a mim apertados, prenda-me novamente.
Quem crava as garras
Em você, minha amiga?
Dentro de seu coração eu baterei novamente.
Doce como uma bala para minha alma.
Docemente você vem
E docemente se vai.
Perdido por você, estou tão perdido por você.
Você vem de encontro a mim
E eu entro dentro de você, dentro de você.
Num sonho de garoto...
Toco os seus lábios, só pra eu saber que
Em seus olhos, o amor, brilha tanto.
Estou despido de tudo, e louco por você.
Quando você vem de encontro a mim, querida
E eu entro dentro de você,
Num sonho de garoto...
Se eu passei dos limites
Então lhe imploro
Que me perdoe
Por ser precipitado.
Quando te tenho em meus braços, garota...
Junto a mim.
Oh, e você vem de encontro a mim, querida.
E eu entro dentro de você.
Levante um pouco mais sua saia
E mostre o mundo para mim.
Levante um pouco mais sua saia
E mostre seu mundo para mim.
Num sonho de garoto...
Oh, eu lhe observo lá,
Pela janela.
Olho em sua direção,
Você veste nada
Mas fica tão bem em você.
Preso e retorcido,
É o jeito que eu gostaria de estar
Para você, para mim, venha de encontro a mim.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Todo Teu Sabor!
Click na imagem se quiser lê.Agradeça se quiser cantar.
Me pergunte se quiser saber a quem dedico.
Imagine se quiser interpretar.
Lamente se quiser criticar.
Lance fora se for para errar.
Ame se quiser entender.
Obs.: lá na canção o palavra noção está escrita com "s" porque aquela fonte não tem "ç" hehehehehe
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Quem tem coragem não finge.
É preciso ter um tempo longe daqui
Tempo de ficar só
De andar na areia e sumir
O amor verdadeiro não reage assim
Pode fazer melhor
Esconde o medo e sorri
Quem já nadou contra a corrente
Sabe usar o vento a favor
Só o momento é diferente
É a mesma ferramenta que usou
Eu não preciso mais fazer o que você diz
Dei valor ao meu suor
Ninguém decide por mim
Se eu agi errado me perdoe porque eu não quis
Amarrar outro nó
Que prende pra dividir
O que impede de andar pra frente
É a direção que escolheu
Se um abismo separa a gente
Quem fez a escavação não fui eu
Eu sei que gente que tem coragem não finge
Que nada disso aconteceu
Quando eu acordei era fim de tarde
Meu lado claro escureceu
(Um novo sol só de manhã)
Faz envelhecer tendo a mesma idade
De tanto que a alma sofreu
Eu sei que gente que tem coragem não finge
(Rodolfo Abrantes)
terça-feira, 10 de junho de 2008
Poetas... (parte III)

Os Poetas são meio assim, poetas, profetas do amor,
revelam em suas palavras o que em breve ha de vir em ciscunstâncias
meio óbvias, meio absurdas onde se morre ou se vive!!!
Poetas são profetas que em suas palavras ha verdades que teorias não derrubam,
onde ha dor, revolta, sofrimento, mas com uma eterna alegria em singelos sorrisos...
Pobres Poetas!!!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Poetas... (parte II)

Os poetas são meio assim, espertos, desbravadores e descobridores, atrevidos e dispostos a conhecer o desconhecido, algumas vezes perdidos.
Levados por emoções ou pela razão se tornam "levados" em seus sentimentos, isso dependeria da ocasião ou circunstância vivida.
Os poetas são meio assim, as vezes fingidos, mas sempre eternos românticos a sua maneira. Escrevem antes de todos, os sentimentos mais absurdos, as verdades mais secretas do coração de ser Humano, onde expressam o melhor da sinceridade contida, muitas vezes somente neles!
Onde será que encontram tamanha contradição? Onde será que se sustenta esses dois extremos, essas duas formas contrárias de um único ser? De uma natureza que se tranforma, que muda suas opiniões, que evolui? Imagem e natureza de quem?
Esses Poetas!!!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Poetas... (parte I)

Os poetas tem um lado meio cênico, uma mistura de verdade e mentira, a beleza da originalide e a carapulsa da fingidez ao mesmo tempo.
Carregam um sentimento meio seco, meio molhado, meio besta, meio simpático, depende muito do interesse. As vezes alegres e muitas vezes tristes, será que o drama da vida os atrai?
Bendito ou maldito caderninho de anotações eles carregam? Depende da história que cada um deles tem para contar, ou as vezes essas hitórias não devessem ser contadas nas suas sinas de auto-destruição. Incríveis Poetas…
terça-feira, 13 de maio de 2008
Mãos dadas...
quinta-feira, 8 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Melhor Homem. (Eddie Vedder parte III)
Esperando
Olhando o relógio
São 4 horas
É hora de parar
Diga a ele que não agüenta mais
Ela pratica o seu discurso
Enquanto ele abre a porta ela se vira,
finge dormir enquanto ele a observa
Ela mente e diz que está apaixonada por ele,
que não pode achar um homem melhor
Ela sonha em cores, ela sonha em vermelho
Não pode achar um homem melhor
Falando sozinha :
“Não há mais ninguém que precisa saber”
Ela diz a si mesma.
Oh...
Voltam lembranças de quando ela era corajosa e forte
E esperando pela vinda do mundo
Ela jura que o conheceu
Agora ela jura que ele se foi
Ela mente e diz que está apaixonada por ele, que
não pode achar um homem melhor
Ela sonha em cores, ela sonha em vermelho
Não pode achar um homem melhor
Ela mente e diz que ainda o ama, que
não pode achar um homem melhor
Ela sonha em cores, ela sonha em vermelho
Não pode achar um homem melhor
Ela o amou, sim.....ela não quer partir desse jeito
Ela precisa dele, sim...por isso ela voltará novamente
Não pode achar um homem melhor
Não pode achar um homem..... melhor.
"O romance de Eddie Vedder".
Eu sou meu. (Eddie Vedder parte II)
Os egoístas estão todos na fila
acreditando e esperando poder comprar mais tempo,
mas eu sei que a cada novo suspiro
sou dono apenas da minha mente,
o norte é para o sul como o relógio é para o tempo,
há leste e oeste e vida por toda parte.
Eu sei que nasci e sei que vou morrer,
o tempo que restar é meu,
eu sou meu.
E o significado fica para trás,
toda a inocência perdida de uma vez,
mensagens importantes nas entrelinhas,
não precisamos nos esconder,
estamos em segurança hoje.
O oceano está cheio porque todos estão chorando,
a lua cheia procura amigos na maré alta,
a tristeza aumenta quando a negamos,
só conheço a minha mente,
eu sou meu.
E o significado fica para trás,
toda a inocência perdida de uma vez,
mensagens importantes no olhar ,
não precisamos nos esconder,
estamos em segurança hoje.
E o significado fica para trás,
a inocência se perde com o tempo,
somos todos diferentes no olhar.
"O significado de Eddie Vedder".
Isto é Evolução? (Eddie Vedder parte I)
Eu estou à frente, eu sou um homem
Eu sou o primeiro mamífero a vestir calças
Eu estou em paz com minha luxúria
Eu posso matar porque em Deus eu confio
isto é evolução!
Eu sou uma besta, eu sou o homem
Tinha ações no dia em que a Bolsa quebrou
Livre, eu sou um caminhão
Todas as colinas rolantes eu as aplainarei
É um comportamento em rebanho
isto é evolução!
Me admire, admire minha casa
Admire meu filho, ele é meu clone
Esta terra é minha, esta terra é livre
Eu farei o que quiser embora irresponsavelmente
isto é evolução!
Eu sou um ladrão, eu sou um mentiroso
Aqui é minha igreja, eu canto no coro
Me admire, admire minha casa
Admire minha canção, admire minhas roupas
Pois nós conhecemos o apetite para um banquete noturno,
A esses índios ignorantes não devo nada,
Nada, Por quê?
Porque: isto é evolução! baby
Eu estou à frente, eu sou desenvolvido
Eu sou o primeiro mamífero a fazer planos
Eu rastejei na terra, agora vôo pelos céus
2010, veja pegando fogo!
isto é evolução
Faça a evolução
Vamos, vamos, vamos...
“A revolta de Eddie Vedder”.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Pernas pra quem te quero!
Caminhe...
E o amor não é uma coisa fácil
A única bagagem que você pode trazer
E o amor não é uma coisa fácil
A única bagagem que você pode trazer
É tudo o que você não pode deixar para trás
E se a escuridão está nos mantendo separados
E se a luz do dia se sente como numa
longa estrada interrompida
E se seu coração de vidro se partisse
E por um segundo você voltasse atrás
Oh não, seja forte
Caminhe, caminhe
O que você conquistou eles não podem te roubar
Não, eles ainda nem podem sentir isso
Caminhe, caminhe
Você está arrumando uma mala para ir a um lugar
onde nenhum de nós esteve
Um lugar em que tem que se crer para poder ser visto
Você poderia ter voado para longe
Um pássaro cantando em uma gaiola aberta
Que só voará, só voa para a liberdade
Caminhe, caminhe
O que você conquistou eles não podem te negar
Não podem vender ou comprar
Caminhe, caminhe
Fique segura esta noite
E eu sei que dói
E seu coração se partiu
E você só pode aceitar tudo
Caminhe, caminhe
Lar.......difícil saber o que é
se você nunca teve um
Lar.......eu não posso dizer onde é,
mas eu sei que eu estou indo para casa
É onde a ferida está
E eu sei que dói
E seu coração se partiu
E você só pode aceitar tudo
Caminhe
Deixe para trás
Você tem que deixar isso para trás
Tudo aquilo você forma
Tudo aquilo que você faz
Tudo aquilo que você constrói
Tudo aquilo você destroi
Tudo aquilo que você mede
Tudo aquilo que você rouba
Tudo isso você pode deixar para trás
Tudo aquilo você raciocina
Tudo aquilo você sente
Tudo aquilo que você fala
Tudo aquilo você veste
Tudo aquilo você planeja...
Walk On - U2
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Então seja comigo, amigo...

Estou por aqui, tanto quanto por aculá,
mas sempre estou.
Porque sempre está comigo...
Eu sou meio assim, meio assado,
Mas sempre sou.
Porque sempre é comigo…
Pois é, amigo, comigo é assim,
Sempre somos e estamos,
sempre seremos e estaremos…
Aquilo em que acreditamos
é sempre maior que aquilo que somos.
Mas tudo que acreditamos,
cabe naquilo que somos…
Por isso sempre seremos,
Então seja comigo, amigo
e sempre estaremos…
Íntimo de Deus!
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Conhece-te a Ti Próprio e Serás Imortal...

“Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates.
A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia.
Aos setenta e tantos anos foi Sócrates condenado à morte, embora inocente.
Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra para o preservar da morte.
O filósofo, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranqüilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.
Na véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão.
Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates!
- Fugir, por que? - perguntou o preso.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal - insistiu Críton.
- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!
- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates? ... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates! ...
E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo do mestre.
No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:
- Sócrates, onde queres que te enterremos?
Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:
- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates ... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU MINHA ALMA...
E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar.
CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos todos nós seres IMORTAIS, pois somos ALMA, LUZ, DIVINOS, ETERNOS...
Nós só morremos, quando somos simplesmente ESQUECIDOS...
SÓCRATES.
América Latina.

“Eu, Guaicaipuro Cautémoc, decedente dos que povoaram a América há 40mil anos, vim aqui encontrar os que nos encontraram há apenas 500anos. O irmão advogado europeu me explica que aqui toda dívida deve ser paga, ainda que para isso se tenha que vender seres humanos ou paises inteiros. Pois bem! Eu também tenho dívidas a cobrar.
Consta no arquivo das índias ocidentais que entre os anos de 1503 e 1660, chegaram á Europa 185 mil quilos de ouro, 16 milhões de quilos de prata vindos da minha terra!... Teria sido um saque? Não acredito. Seria pensar que os irmãos cristãos faltaram a seu sétimo mandamento. Genocidio? ... Não. Eu jamais pensaria que os europeus, como caim, matam e negam o sangue de seu irmão. Espoliação?... Seria mesmo que dizer que o capitalismo deslanchou graças a inundação da Europa pelos metais preciosos arrancados de minha terra! Vamos considerar que esse ouro e essa prata foram o primeiro de muitos empréstimos amigaveis que fizemos a Europa. Achar que não foi isso, seria presumir a existência de crimes de guerra, o que me daria o direito de exigir a devolução dos metais e a cobrar indenização por danos e perdas. Prefiro crer que nós, índios, fizemos um empréstimo a vocês europeus. Ao comemorar o quinto centenário desse empréstimo, nos perguntamos se vocês usaram racional e responsavelmente os fundos que lhes adiantamos. Lamentamos dizer que não. (...) Por isso, meus senhores da Europa, eu, Guaicaipuro Cautémoc, me sinto abrigado a cobrar o empréstimo que tão generosamente lhes concedemos há 500 anos. E OS JUROS.
É para seu proprio bem. (...) Lamento dizer, mas a dívida europeia para conosco, índios, pesa mais que o planeta terra!... E vejam que calculamos isso em ouro e prata. Não consideramos o sangue derramado de nossos ancestrais!"
Fala do cacique Guaicaipuro Cautémoc em uma reunião com chefes de estado da Comunidade Europeia.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Paralelos de Extremos.

Minha lente captou os traços da imagem;
Meu olho captou o desenho que me compõe.
Minha lente captou as cores que me refletem;
Meu olho captou a transparência que me define.
Minha lente captou o reflexo de meu retrato;
Meu olho captou o retrato de meu espelho.
Minha lente captou sua atenção;
Meu olho captou seu olhar.
Minha lente captou um espaço;
Meu olho, esse espaço quer ultrapassar.
Minha lente, um externo faz falar;
Meu olho, um interno quer mostrar.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Te Amo Calado...

Não existiria som se não houvesse o silêncio
Não haveria luz se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Cada voz que canta o amor não diz tudo o que quer dizer
Tudo que cala fala mais alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer (E digo)
Lulu Santos.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Qual o preço de uma alma?

Quais os nossos valores?
Quanto custa nossa honra ou alegria?
Quanto custa nossa dor ou covardia?
Quais os nossos valores?
1 milhão talvez?
Toda nossa nudez?
A vida de um inocente?
Nos prostituí só mais uma vez?
Quais os nossos valores?
Quanto custa nossa vida?
Quanto custa nossa história?
Quais os nossos valores?
Uma noite de prazer?
Uma folga, um lazer?
Um momento, um dia louco?
Será que custa tão pouco?
Quais os nossos valores?
Qual o preço de uma alma?
O monstro que há dentro dela ja não me encomoda!
Só não sei o que fazer com a criança medrosa que também está lá…
terça-feira, 25 de março de 2008
Ninguem faz ideia!

Foto: Anso F7 "nascer do sol em Curral Velho, vila de pescadores no Ceará"
Malucos e donas de casa
Vocês aí na porta do bar
Os cães sem dono, os boiadeiros
As putas Babalorixás...
Os Gênios, os caminhoneiros
Os sem terra e sem teto
Atôres, Maestros, Djs
Os Undergrounds, os Megastars
Os Rolling Stones e o Rei...
Ninguém faz idéia
De quem vem lá!
De quem vem lá!
De quem vem lá!
Ninguém faz idéia
De quem vem lá!...
Ciganas e neo-nazistas
O bruxo, o mago pajé
Os escritores de science fiction
Quem diz e quem nega o que é...
Os que fazem greve de fome
Bandidos, cientistas do espaço
Os prêmios nobel da paz
O Dalai Lama, o Mister Bean
Burros, Intelectuais...
Eu pensei!
Ninguém faz idéia
De quem vem lá!
De quem vem lá!
De quem vem lá!
Ninguém faz idéia
De quem vem lá!...
Os líderes de última hora
Os que são a bola da vez
Os encanados, divertidos
Os tais que traficam bebês...
O que bebe e passa da conta
Os do cyber espaço
A capa do mês da playboy
O novo membro da academia
E o mito que se auto destrói...
Eu sei!
Ninguém faz idéia
De quem vem lá!
De quem vem lá!
De quem vem lá!
Ninguém faz idéia
De quem vem lá!...
Os duros, os desclassificados
A vanguarda e quem fica prá traz
Os dorme sujos, os emergentes
Os espiões industriais...
Os que catam restos de feira
Milicos piratas da rede
Crianças excepcionais
Os exilados, os executivos
Os clones e os originais...
É a lei!
Ninguém faz idéia
De quem vem lá!
De quem vem lá!
De quem vem lá!
Ninguém faz idéia
De quem vem lá!...
Os Anjos, os Exterminadores
Os Velhos jogando bilhar
O Vaticano, a CIA
O Boy que controla radar
Anarquista, Mercenários, quem é?
Quem é e quem fabrica notícia
Quem crê na reencarnação
Os Clandestinos, os Ilegais
Os Gays, os Chefes da Nação
Ninguém faz idéia De quem vem lá...
Composição: Lenine/Ivan Santos
segunda-feira, 24 de março de 2008
Amor Pra Recomeçar!

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar...
Prá recomeçar… Prá recomeçar...
Composição: Frejat/Mauricio Barros/Mauro Sta. Cecília
quinta-feira, 13 de março de 2008
As certezas e incertezas!!!

Ainda tenho tanto o que falar, tanto o que dizer!
Falar do que sinto, do que quero, do que não vejo,
Dizer das coisas que passam, que vazam, que são contantes.
Expressar a saudade, a vontade e o que desejo,
As certezas e incertezas do adiante…
Ainda tenho tanto o que sentir, tanto o que viver!
Sentir um aperto no peito, um alívio sem jeito,
Viver um sonho, uma aventura, escrever um nova canção.
Experimentar a dor e a alegria em um novo conceito,
Sem medo e sem lei no coração…
DIANTE DE TANTOS DILEMAS QUE O AMOR NOS DÁ,
ME BASTA SORRIR UM POUCO… E SONHAR!
Pois que seja fraqueza!!!

Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido,
Como uma idéia que existe na cabeça e não, tem a menor obrigação de acontecer.
Eu acho tão bonito isso. Será abstrato baby? A beleza é mesmo tão fulgaz,
É uma idéia que existe na cabeça e não , tem a menor pretenção de acontecer.
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer.
Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer,
O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber.
LULU SANTOS ACERTOU EM CHEIO!!!
terça-feira, 11 de março de 2008
Peço desculpas, amigo!

Antes de qualquer coisa, peço desculpas pela minha forma de tratar, peço desculpas pela minha forma de agir, desculpas por ser assim… Sei que as vezes justiça demais causa medo ou distância, ira, causa insegurança, mas as circunstâncias fazem os momentos.
Peço desculpas por ter me chateado com uma política mediocre que finge ser organizada pra tentar mostrar serviço, desculpa por ter me chateado com o fato de acreditar estar ajudando e ter tão pouca consideração por isso, desculpa por me indignar pelo fato de ninguém ter autoridade se não aquele que não está presente, desculpa por ter tanta raiva ao ponto de achar que meus testículos sairiam pela boca ao ouvir um imbecil metido a adiministrador me dizer que o mais interessado na história seria eu, enquanto os valores estabelecidos por mim foram bazeados em favor e na amizade que tenho por você.
Meu amigo peço desculpas por ser tão desagradável, mas sabendo que sempre serei desagradável em quanto não houver sinceridade o suficiente para sermos um pouco mais justos com nós mesmos, pois espero que minha ira não tenha me feito errar em minhas palavras, mogoando-te de alguma maneira.
Eu te adimiro amigo, por isso temo o veneno em minhas palavras, mas sei que aos amigos não precisa de explicações e aos inimigos não adianta, considerando as duas opções fico feliz em saber que haverá mútua compreenção.
Fique em paz, Amigo!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
E assim seremos eternos... (parte III)

Quero um sentido para aquilo que faço!
Quero um objetivo para seguir!
Um propósito sempre é bom...
Quero fazer valer apena, um sacrifício talvez!
Quero poder perdoar mesmo diante da mais despresível traição!
Quero ser exemplo, para os que não acreditam!
Quero mostrar esperança onde não parece existir!
Fé, acho que é isso!
Quero depois de partir, ainda está!
Quero está no tempo que não é mais o meu!
VAMOS SIM. SOMOS TODOS CAPAZES!!!
E ASSIM SEREMOS ETERNOS!!!
COMO "EU" SOU ETERNO...
Minhas ideias... (parte II)

Quero tentar sempre, colorir as coisas!
Entender os dilemas cruéis da vida!
Quero não discriminar, aprender a ouvir mais!
Justiça sempre é bom...
Quero que meu rosto de cançasso não traga descepção!
Quero que minha luta se torne inpiração da vida cotidiana!
Quero que minhas idéias curem...
Quero que minha força interior ensine!
VAMOS SIM. SOMOS TODOS CAPAZES!!!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Acertar o alvo... (parte I)

Quero quebrar o gelo, quero sair poraí!
Quero aliviar a pressão, um analgésico!
As vezes é bom!
Quero paz, e manter a paz em mim!
Ir devagar pra não cair e sempre pra não parar!
Quero ir na valsa, quero ir na calma!
Quero ir pra pra não parar, quero ir para chegar lá!
Quero acertar o alvo que certamente não me espera!
VAMOS SIM. SOMOS TODOS CAPAZES!!!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Pequeno Joao...
foto: eu mesmo! tirada na casa de farinha, no quintal da casa dos pais do João.Tatajuba é uma região em Jijoca de Jeriquaquara, uma região abençoada por Deus com suas belezas. Terra de gente que luta, que chora, que ri, que ama, gente que é gente. Terra de todos, de todos dessa Terra, Terra de gente que fugiu da injustiça de outrora, Terra de gente misturada, gente feliz, gente boa. Terra cobiçada por gente que adimira, que ama, que tem prazer em conhecer mais gente, cobiçada por gente boa, mas também por gente má, egoísta, gente que só pensa em sí, gente que talvez não possa ser chamada de gente.
Tatajuba é Terra boa, Terra forte, Terra que vai pra Guerra pra proteger sua Terra contra os grandes empresários da hotelaria, recolonizadores da nossa Terra, gente que ofende, que humilha, que rouba, que mata, gente que destrói, gente que não pode ser considerada gente, gente que quer tomar a Terra de gente que quer apenas a sua honra, dignidade e um lugar pra sua gente.
Tatajuba é Terra de gente digna e de honra, Terra de luz, Terra também do pequeno João que é esperança de sua Terra, pois cada vez que um João nasce, é sinal que Deus acredita no homem e cada vez que um João nasce em Tatajuba, nasce também esperança e justiça no coração de alguém.
TATAJUBA É UM VILAREJO LOCALIZADO EM JIJOCA, LUGAR QUE PASSA POR UM PROCESSO DE RECOLONIZAÇÃO. GRANDES EMPRESÁRIOS DA HOTELARIA ESTÃO TOMANDO POSSE DAQUILO QUE NÃO LHES PERTENCE! E O PEQUENO JOÃO É UM DE TANTOS QUE ESPERAM PROVIDÊNCIAS DE UM GOVERNO MAIS JUSTO, OU DE PESSOAS SIMPLES COMO NÓS QUE SE INTIGUEM DE REVOLTA E JUSTIÇA, LUTANDO AO LADO DELES. QUE DEUS OS ABENÇÕE...
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Corrigindo erros!

" E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."
(texto extraído do cap.XXI, do livro O PEQUENO PRÍNCIPE "Saint Exuperry")
NESSE FIM DE SEMANA APRENDI MUITO RELENDO O CAP. XXI DO PRINCIPEZINHO, AS VEZES É HORA DE DAR UM PASSO DE VOLTA PARA CORRIGIR O CAMINHO ERRADO!!! ESPERO QUE POSSAM APRENDER TANTO QUANTO EU...
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Meu All Star!!!
Quando o tempo passa, agente fica mais velho, mais maduro, mais tragável, compreende mais as coisas como elas são. Quando o tempo passa, ele não volta mais, e interessante é que ele também não para, sempre segue sem esperar ninguém.
Quando o tempo passa, sabe-se que por uma lei da física tudo envelhece até acabar, dar-se um aspecto de sujo, ou até mal cuidado, daí entende-se a injustiça da natureza, se é que posso chamar assim, pois o aspecto natural das coisas talvez seja o mais justo, talvez porque tenha mesmo que ser substituído ou seria a hora certa de finalizar sua história.
Quando o tempo passa, um nó na garganta incomoda quando ele não é bem aproveitado, um alivio acalma se há um gosto de missão cumprida, e o coração dispara quando sonhos e planos ainda existem.
Só sei que quando o tempo passa, a vida mais parece com meu All Star!!! “Quanto mais velho melhor”...
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
O sorriso continua!

Sinto meu corpo cansado e minha mente perdida como se eu tivesse em outra dimenção onde tudo é mais difícil, a correria do dia-dia, as contas, os problemas que aparecem sempre ao mesmo tempo. É, amigo... quando a vida pede um pouco mais de calma e o corpo pede um pouco mais de alma o tempo não para. Acho que Lenini tinha razão, tanto quando Almir Sater quando diz "ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais!". É, o tempo não para e o mundo também não perdoa os atrasados, o sorriso continua mas o travesseiro enxuga minhas lágrimas, mas sei em quem tenho crido e sei que Ele é poderoso pra me salvar, o melhor da vida e do seu trajeto árduo é a possibilidade da esperança. Então continuo minha jornada com esse corpo desalmado, nesse mundo apressado e com esse sorriso forçado porque sei que tenho alma suficiente para chegar ao mundo sem relógios, lugar de mil motivos para sorrir.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Venha comigo!!!

Tentando entender esse sentimento humano que acredito plenamente ser divino as mesmas proporções, descubro a grandeza da vida e as implicações de tal sentimento sobre ela. Descubro também um Deus no homem contido no amar, como se fizesse carne e também um Homem em deus no amor, como uma criação a sua própria imagem e semelhança. Descobri querida, que o amor dignifica o homem e o amar o salva! Encontrei um mundo com uma civilização onde sua essência está o amor, mas perdida em sua história. Então minha querida venha comigo na dura jornada por esse planeta dos homens, me acompanhar na árdua, mas bela labuta de mostrar o amor...
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Hã?

O que existe é algo que chamam de "amor", algo que pega de jeito e convence!!! Eu entendo essa existência como aquilo que eu tenho como vida, bem sincera e bem vivida... Acho que aquilo que eles chamam de amor é o que eu tenho como vida... Acho que para eles amar é viver!!! Pena, pois parece que eles não estão tão vivos!!!
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Meu olhar!

De onde vem essa luz a não ser do Ser a quem dedico meu olhar ofuscado e curioso, em busca da imagem perfeita de sua beleza, que inspira o poeta a prever o mais belo dilema de um todo: o amar??? Então meus olhos ofuscados preveem tua beleza, e descubro que te amo diante de um dilema... O que é amar???
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
O desenho e seu nome.

Antes que uma pessoa nasça, Deus pega o pincel com o qual desenhou o mundo e derrama sobre o peito da pessoa, que é ainda uma página em branco, um número indeterminado de pingos aleatórios de tinta. Assim, cada pessoa que nasce traz no peito uma figura arbitrária, sempre diferente em cada indivíduo, um desenho dado por Deus mas não interpretado por ele.
No decorrer dos seis primeiros anos de vida, a partir do que sente, do que experimenta e do que entende do mundo, cada pessoa decide o que vê no misterioso desenho traçado no seu próprio peito, dando assim um nome ao que não tinha nome. Essa interpretação – independentemente do desenho em si – será o seu mito pessoal, a chave essencial que irá defini-lo como indivíduo e guiar sua história por toda a sua vida.
Quando desperta da infância a pessoa já esqueceu tanto o desenho quanto sua interpretação, e perdeu o acesso direto ao seu mito pessoal. Embora seja constantemente conduzida por ele, a pessoa recebe do seu mito apenas sinais confusos e repletos de ruído, que assombram-na em sonhos tanto no sono quanto na vigília.
A primeira tarefa no caminho rumo à maturidade é redescobrir o seu mito pessoal, isto é, recuperar o acesso à interpretação que cada um deu na infância ao desenho gravado no seu próprio peito. A pessoa descobrirá assim de que história faz parte, qual é seu papel nesta história e como mudá-lo ou apropriar-se dele. Esta é a chave que abre a porta do inconsciente, e feliz de quem vence o seu próprio mito e apropria-se do rumo da sua história; quem reconcilia-se com o mito livrando-se dele, antes de abraçá-lo. Este nasceu de novo e receberá a pedrinha branca, símbolo da individuação que ousou empreender, e na pedrinha estará gravada o desenho que já esteve gravado no seu peito, o desenho que é uma interpretação e também uma palavra e também um nome, e que Deus não ousou proferir antes de você.
Do meu amigo Paulo Brabo!!!
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
O que é ser feliz?
Foto: Tiago Barata.É interessante como sem mesmo estarmos envolvidos com qualquer atividade cultural, política, ou social temos uma empolgação pela apelação causada pelos transmissores de tais eventos.
Há uma constante manifestação de vibração, euforia que anestesia a realidade, paralisa os valores, amputa a sensatez e mascara a dor.
A sensação causada implica-se no desejo de estar com eles, nem que seja por um momento, participar, opinar, relatar o mínimo de expectativa.
Então somos visitados por uma variável onda de questionamentos.Devo ou não participar? Se não estiver incluso, ficarei excludente de mim mesmo? De fato isso é vital pra mim? Qual o sentido disto?
São dúvidas causadas pela visualização circunstancial dos sentimentos passados pelas pessoas que apregoam tal discurso.
Porém deixa evidente a maquialidade quando ao findar desta programação vemos rostos desfigurados, pois projetaram toda sua força numa única parte da sua existência, e aquela empolgação, euforia, ansiedade construtiva, pois é para o prazer acontecer, não percorre a vida toda, e sim trás um conforto temporário pra alma.
Ressalto aqui a maior parte de atividades de entretenimento cujo objetivo se adequa a realização parcial das nossas carências mais íntimas da existência.
Não excluo as outras atividades que de certa forma propõe informalmente transmitir a concepção de estilo de vida, mas não respondem todas as complexidades do existir.
O ser humano está em busca da felicidade, e em qualquer situação de prazer por mais drástica que seja a conseqüência ele agrega a mesma como sendo a tal. Essa ausência do discernir influi nas atividades a princípio extansiantes, entretanto ao final amargam o coração.
Os caminhos de hedonismo são laços pra quem estar preocupado em vivenciar o presente sem pensar no futuro.Esse vive em torno da espiritualidade do desejo, do almejo, do anseio, da satisfação pessoal e individual. Veja quantas vezes as circunstâncias passadas por nós foram evasivas, vazias,sem sentido e sem perpetuação de ternura.
Essa marca está descrita em todas as nossas relações, sejam elas; profissionais, amorosas, familiares, educacionais, religiosas e individuais.
O conceito de felicidade vai além de prazer, alegria, realização, desejo cumprido, idealização tratável.
Felicidade é uma perpetuação de uma relação do presente sem perder de vista o futuro e fazendo com que os erros do passado não sejam ataduras que frustem-me, e sim que possam exercitar minha maturidade.
Feliz é aquele que tem a capacidade de tratar dos seus medos, vislumbrar as ranhuras, encarar a realidade da vida, ser sensível a indiferença, preservar a si, cuidar da própria imagem sem faz de conta com perspectiva de transparecer o caráter.
Feliz é aquele que ama a vida sem um sentimento de auto-destruição e sim sonha em construir uma história bela o bastante pra ser um referencial sem necessariamente querer uma auto-afirmação, e sim apenas ser simples a viver.
Feliz é aquele que independe de circunstância para ser gracioso, terno com as pessoas que rodeiam sem influência de uma apelação, ou uma mensagem imposta por alguém, por um grupo, ou instituição.
Feliz é aquele onde a diversão é propícia para revelar sua meninice na intenção de inocentar os seus pensamentos e descrever a fragilidade que habita ainda no seu ser.
Feliz é aquele que ver o prazer como fonte onde pode ter duas vertigens, uma da realização outra da frustração, possuindo o discernir optará percorrer o caminho da satisfação.
Feliz é aquele que ao mínimo questiona sobre seus valores e avalia as suas ações, rever seus conceitos e quais são seus alvos, e se preocupa o que estar por de trás de cada posicionamento seu.
Enfim queira ser feliz sem meritocratizar a felicidade, pois assim traz graça ao encontrá-la, sem o peso da culpa, por não ser o que você intentamente quis ser.
Abandone a carga da repressão e sinta-se livre pra escolher a verdade e a verdade que liberta!
Do meu amigo Johny M. Loiola
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
A caminho do Sol...
foto: Sérgio BotelhoA espiritualidade está relacionda com aquelas qualidades do espírito humano, tais como amor e compaixão, paciência e tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia, que trazem felicidade tanto para a própria pessoa quanto para os outros(...) Há dentro de nós uma chama sagrda coberta pelas cinzas do consumismo, da busca desenfreada de bens materiais, da compra, do negócio e do interesse. As cinzas de uma vida destraída das coisas essenciais. É preciso remover tais cinzas e despertar a chama sagrada. E então irradiaremos. Seremos como o Sol.
Leonardo Boff.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Soli Deo Gloria...

foto: Hugo Rodrigues
O lado mais patético da religião é quando a linguagem piedosa camufla a sordidez do caráter.
O lado mais grotesco da religião é sua obsessão pelo poder.
O lado mais monstruoso da religião é a ganância embutida nas proclamações de fidelidade.
O lado mais triste da religião é que ela se imagina perfeita, mas causa constrangimentos inomináveis.
O lado mais satânico da religião é que ela fere os pequeninos.
Quanto aos corredores desgastantes da religião, só tenho uma expressão: Tô fora!
(Ricardo Gondim)
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
O cúmulo da imbecilidade!!!
Nota paga pela familia Siqueira ao jornal diário do Nordeste..."será que eles trabalham ou tem obrigações?"O que ganhamos com tal discussão teologica? Uns lutam por poder e seu lugar ao sol e outros lutam para manter seus salarios absurdos. Enquanto os presbiterianos afirmam que uns nasceram para viver uma vida miserável e ao morrer ir para o inferno e outros predestinados merecidamente irão para o céu, os batistas ja fazem cultos ecumenicos e resam Ave Maria, os pentecostais pregam um Deus retribuitivo e guru que podemos manipular, ninguem até entaum está fazendo um fuzuê... mas a tal da Teologia Relacional esta sendo alvo de picuinhas fora do normal, servindo de desculpa pra uma briga de poder e ganância, até talvez a física quantica esplique melhor... hehehehehehehehe
Então o Sr. Ricardo Gondim foi o maior alvo dessa vez e com ele ilustres pensadores que admiro como Nietzsche e o saudosíssimo Paulo Brabo.
A respeito da teologia, acredito e tenho como justa, coerente e até sou adepto a bastante tempo, mas a respeito da Betesda e seus lideres não estou bem certo, pois ao ser pregado uma teologia humanista se é necessário Deus ser refletido no homem...
Estou cansado de ouvir a mensagem da porta dos desesperados, que por sinal é linda mas inútil partindo do ponto de vista que enquanto os lideres falam de esperança, o coitado que está ouvindo precisa do SUS para sua urgência de saúde, e o pior é quando realmente está na merda e é necessário ouvir alguém que está no pulpito falando de amor e cristianismo, mas com seu plano de saúde em dia e seu bolso cheio, sem atraso no final do mês!
Acredito no evangelho do jumentinho, evangelho da igualdade, pois onde ha exclusão não ha cristianismo e onde ha diferença, ha exclusão...
Meus queridos, essa discussão é extremamente imbecil, o problema não está na teologia e sim na má aplicação dela e na briga pelo poder... e afinal estou com a Betesda porque é a minha igreja, mas acredito que essa transformação foi pouca diante daquilo que realmente é necessário. Amar!!!
Que Deus abençoe a todos e nos guarde.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Beija-flor
foto> Carlos VieiraA história de um beija-flor começa com um beijo e termina com dor...
no qual seu amor não pode viver a liberdade, pois esta fincada na terra,
dor onde rolam as lágrimas pela falta de asas, e o desespero da indecisão.
Então diante de sua dor o beija-flor renasce para uma nova história,
descobre que a liberdade não esta em ser livre para voar, mas em ser livre
para voar e abdicar de sua liberdade por amor.
O beija-flor nos ensina que só está livre quem ama!!!
quarta-feira, 18 de julho de 2007
O Medo!
foto de Luís Lobo HenriquesO medo faz em nós, por natureza,
Qualquer coisa nos parecer gigante.
E como na vida não há certezas,
Não nos permite ir mais adiante.
Existe o medo de encarar temores;
Medo de nos dar por nossos amores;
O medo de sofrer e então chorar;
E o medo de morrer sem enfrentar.
Ainda há o medo de se expor;
O medo de assim perder o pudor;
O medo de sozinha se isolar;
Medo de por a vida só passar.
Mas o pior do medo é não saber
A ousadia que há em amar,
O lançar-se e simplesmente viver
Amando, sem retorno a esperar.
Ana Valéria Moraes.
(é isso ai professora, ta quase musicada heheehhe)
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Minha pobre teologia. (parte III)
foto: O céu na tera e a terra no céu!Na minha incessante busca do divino, pude conhecer a humanidade contida em mim e a humanidade expressada no mundo. Tentei encontrar Deus em todos os lugares possíveis, mas não achei, na busca desenfreada de um Deus companheiro e onisciente, encontrei a mim mesmo em um desespero humano, na busca dessa divindade onipresente, encontrei um mundo e seus defeitos diante da escolha da remissão ou o progresso em favor de absurdos, em minha última esperança, busco um Deus onipotente que dentro dos argumentos anteriores posso entender que tudo pode, mas limitou seu poder diante de seu amor que é sua natureza, pois quem ama dá liberdade para ser amado ou não, temos escolhas, pois temos liberdade dada por amor, percebo então que a muito tempo já havia encontrado esse Deus a qual tanto se confunde, não porque não queira ser encontrado, mas porque não conseguimos enxergar direito.
Diante de toda busca do Eterno, entendo agora que a melhor definição da divindade é expressa em Cristo que também foi 100% homem, talvez por isso que a interpretação da divindade ficou ofuscada, complicamos as coisas quando elas são tão simples, o que Deus é, está em Cristo e o que Ele quer que sejamos está em Cristo também.
Cristo é toda simplicidade humana e grandeza divina, toda graça salvadora e todo o amor, descobri o que muitos já sabem. “Deus é Pai!” É simples saber que a graça é de graça e salva, que Deus ama e perdoa, que a minha humanidade é espelhada na humanidade de Deus expressada em Cristo e que todos somos amados igualmente por Ele.
Agora sei que Deus esta no homem e o homem em Deus através do mediador que é reflexo dos dois "Jesus Cristo".
Que Deus abençoe a todos!
sábado, 26 de maio de 2007
Minha pobre teologia. (Parte II)
Após me por em meu lugar e descobrir minha fragilidade posso entender um pouco mais do que diz respeito ao que há em uma dimensão acima de nós, apenas descubro que aquela frase antiga faz muito sentido, “pois só sei que nada sei”, e tudo o que sei a respeito disso não foi mérito meu, mas sim Daquele a quem isso tudo que ainda não compreendemos por completo ou lógica humana diz respeito.
Passo a interpretar a divindade em uma visão humanista, mas bem própria, pois vivo em uma sociedade que necessita de uma interpretação parecida na ânsia pela liberdade, igualdade e fraternidade, onde a salvação se encontra aqui no meio dos seres humanos inseridos nesse mundo corrupto, onde mundos novos se constroem a cada instante e em todo lugar com uma dimensão incrível de santidade exalada na humanidade do ser humano e na humanidade da divindade expressada em Cristo.
Quanto mais me aproximo de minha humanidade, mais cresce minha raiva contra os religiosos e suas instituições, que hoje tão maléficas quanto os ídolos, destroem mais do que constroem, apesar de ainda ter uma pequena fé em instituições, não por elas, mas pela necessidade de alguns e minha condição de amá-los, tento acelerar minha posição e opiniões concretas. É essa humanidade que acredito, que nos predestinou a sermos sua imagem e semelhança ao mesmo tempo em que bate em nossa porta e nos dá a escolha de abrirmos e jantarmos diante de uma divindade que quer ser espelho, não nos tornando deuses, mas se esvaziando a mera condição de homem, uma divindade que diante da morte e sabendo que pode anulá-la, chora a perda de um amigo, desfrutando assim da melhor parte de sua humanidade e de seu talento de aproveitar cada momento.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Minha pobre teologia. (Parte I)
Acredito em Deus e seu filho Jesus a quem eu amo (ao menos acredito que amo), pois a Ele entreguei-me o reconhecendo como único Senhor e Salvador de minha vida, acredito também que sua graça me salvou através de seu infinito amor e misericórdia que foram suficientes para mim. Acredito que esse Deus amoroso não fez acepção de pessoas, favorecendo umas em detrimento de outras, acredito também nesse Deus incrível que nos amou desde sempre e que nos deu o livre arbítrio, que foi a maior expressão de amor antes mesmo da cruz que por sua vez foi uma grandiosa confirmação desse sentimento (se é que posso chamar assim), construindo uma história conosco, abdicando seu poder, esvaziando-se de si mesmo a possibilidade do futuro e o rumo de nossas vidas, estabelecendo somente suas certezas em um fim majestoso de uma grande família reunida vivendo e construindo na casa do Pai.
Nesse meu discurso e expressões de pensamentos, estudos e fé, só mostra como sou limitado, pois em uma experiência com minha futura esposa que ficou doente esses dias, mas está se recuperando, tive que dobrar os joelhos e levantar minhas mãos para o alto e pedir a Deus: “Pai, tem misericórdia de mim e cura minha pretinha...” Vi que minha vã filosofia e pobre teologia que servem apenas para limitar o que não tem limites e complicar o que é tão simples não serviram de nada, vi também que na minha necessidade, espero em um Deus que determine e seja presente, e diante do desespero, barganhar com orações e promessas fúteis é justificável, mesmo sabendo que a provisão não se deve a troca, mas sim pela graça, posso tentar agradar um Pai amoroso que irá olhar sorrindo e me ouvirá mesmo diante de meus erros.
O Pai que ama nunca atende a necessidade de um filho pelo fato de como pede ou por merecimento, mas sim por amor, pois mesmo que o filho não mereça, não ame ou não saiba pedir, o verdadeiro Pai nunca deixa de saber amar.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
A vida é vida...
Ao seu lado eu nasceria novamente a cada manhã
Se a vida fosse feita de dor
Ao seu lado aceitaria ter que sofrer
Se a vida fosse feita de loucura
Ao seu lado sentaria em um eterno divã
Se a vida fosse feita de censura
Ao seu lado estaria feliz em combater
Se a vida fosse feita de tristeza
Com você choraria o prazer de viver
Se a vida fosse feita de alegria
Com você sorriria o eterno amanhecer
Se a vida fosse feita de guerra
Com você lutaria sem medo de morrer
Se a vida fosse feita de paz
Com você ganharia o prêmio Nobel
Se a vida é ter que viver
Que seja intensa contigo
Se a vida é ter que aprender
Que seja uma escola a nos ensinar
Se a vida é ter que crescer
Que seja humilde de mãos dadas
Se a vida é vida, ela tem que prosseguir
Se a vida é vida, pra mim só pode ser vivida junta a ti.
terça-feira, 8 de maio de 2007
Quem ama sangra!

segunda-feira, 7 de maio de 2007
Um em dois!

Posso simplesmente chorar contigo
Posso tentar não demonstrar fraqueza
Posso calar em um simples gesto de amigo
Posso me alegrar na tua alegria
Posso esperar por tua atenção
Posso ter ciúme que mata por dentro
Posso suportar a guerra em meu coração
Posso a cada dia compreender
O que é difícil fazer sentido
Pode a minha vida te pertencer
Sendo um em dois unidos
Posso amar... Me desculpa,
Mas é tudo que eu posso fazer...
Posso desaparecer pra te fazer feliz
Posso interpretar pra não te ver chorar
Posso enfrentar mesmo estando com medo
Posso fingir pra não desapontar
Posso ser real sem medo de ser
Posso por você aceitar morrer
Posso entender a maravilha do amor
Posso entender o que Deus mostrou
Posso a cada dia compreender
O que é difícil fazer sentido
Pode a minha vida te pertencer
Sendo um em dois unidos
Posso amar... Me desculpa,
Mas é tudo que eu posso fazer...
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Carlos Drummond de Andrade

"Em minha calça está grudado um nome que não é meu de baptismo ou de cartório, um nome... estranho.Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais pus na boca, nesta vida. Em minha camisola, a marca de cigarro que não fumo, até hoje não fumei. Minhas meias falam de produto Que nunca experimentei Mas são comunicados a meus pés. Meu ténis é proclama colorido de alguma coisa não provada por este provador de longa idade. Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, minha gravata e cinto e escova e pente, meu copo, minha xícara, minha toalha de banho e sabonete, meu isso, meu aquilo, desde a cabeça ao bico dos sapatos, são mensagens, letras falantes, gritos visuais, ordens de uso, abuso, reincidência, costume, hábito, premência, indispensabilidade, e fazem de mim homem — anúncio itinerante, escravo da matéria anunciada. Estou, estou na moda. É doce estar na moda, ainda que a modaseja negar minha identidade, trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registadas, todos os logotipos do mercado. Com que inocência demito-me de ser eu que antes era e me sabia tão diverso dos outros, tão mim-mesmo, ser pensante, sentinte e solidário com outros seres diversos e conscientes Da sua humana, invencível condição. Agora sou anúncio, Ora vulgar ora bizarro, em língua nacional ou em qualquer língua(qualquer, principalmente). E nisto me comprazo, tiro glória de minha anulação. Não sou — vê lá — anúncio contratado. Eu é que mimosamente pago para anunciar, para venderem bares festas praias pérgulas piscinas, e bem à vista exibo esta etiqueta global no corpo que desiste de ser veste e sandália de uma essência tão viva, independente, que moda ou suborno algum a compromete. Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais, tão minhas que no rosto se espelhavam, e cada gesto, cada olhar,cada vinco da roupa resumia uma estética? Hoje sou costurado, sou tecido, sou gravado de forma universal, saio da estamparia, não de casa, da vitrina me tiram, recolocam, objecto pulsante mas objecto que se oferece como signo de outros objectos estáticos, tarifados. Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome rectifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente."
quinta-feira, 29 de março de 2007
Sou Feliz!

Tudo que eu precisava, era viver um romance, era achar o outro lado, era viver o que eu sonhava, era saber sem descobrir, era poder sem lutar, era viver sem sentido pra viver. Tudo que eu precisava era ter sem precisar, era ter o que mostrar, era ter pra estar bem, em um mundo que o sentido é ter.
Tudo que eu precisava era viver um romance, era ter um instante pra dizer, dizer que tenho, o melhor que é ter, era poder mostrar, era poder conquistar, poder se amostrar enquanto ainda dá, era o absurdo constante de uma vida incessante de um falso amanhecer, uma estrutura vazia de um corpo doente com o vírus do ter e o remorso da falta do ser. Tudo que eu precisava era poder sorrir por poder, pelas variantes, pelo presente, pelas escolhas, pelas vitórias e pela única derrota já existente, uma escolha bandida, um desperdício de vida, a ausência do ser.
Tudo que eu precisava era isso tudo para ser o homem mais infeliz do mundo. Tudo que eu precisava era isso tudo para não ser eu.
Víruz

Há muito tempo atrás um vírus surgiu no mundo devastando milhares de vidas e ao longo das gerações, este através de sucessivas mutações conseguiu manter-se vivo. Mutações estas decisivas, pois foram responsáveis por se adaptar as tendências da humanidade, fator decisivo para o melhor desenvolvimento do vírus.
Esse vírus é capaz de matar em questão de horas, minutos, segundos ou milésimos de segundos. As várias mutações que esse vírus sofreu o tornaram capaz de ser transmitido através de sentimentos, que muitas vezes não fazem sentido para a ciência. Seu principal agente transmissor é o ser humano, os agentes secundários ainda não são conhecidos, entendidos ou se quer aceito pelas pessoas.
Após ser infectado são conhecidos três tipos de reações: 1- O indivíduo apresenta resistência, tendo poucos setores afetados; 2- A vítima tem morte parcial, seus conceitos e crenças são quebrados, este é um agente promissor; 3- O infectado tem morte instantânea, este se torna totalmente dependente de uma “força vital” que o mantém de alguma forma mais vivo do que todos os outros casos.
O fato de infectar um número pequeno durante os útimos anos, foi suficiente para que o vírus passasse por um bom tempo inanimado. Cremos que neste instante existe uma nova geração de infectados, capaz de avivar o perigo que esse vírus já trouxe ao mundo.
Pelo fato da igreja ser, também, uma instituição social, acreditamos que deva estar ciente de tal situação. Sentimo-nos com o dever de apresentar o Vírus, este até então desconhecido pelo mundo existe com a missão de infectar corações com vida. Conhecido genericamente por nós como Evangelho, seria hipocrisia negar ao mundo a chance de ser infectado e de infectar. É preciso que você se conscientize do seu potencial e saiba que, antes de tudo, você é um agente viral e precisa perpetuar vida. Entre em ação, ou as pedras o farão.









