O Mundo Livre de Anso Rodrigues
sábado, 3 de setembro de 2011
Nem mesmo uma escolha.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O Lobo e o Falcão.
(Outro final para a história do feiticeiro que transformou dois amantes em falcão e lobo. O feitiço fica para sempre, mas a transformação acontece para ambos no mesmo horário. )
“Ele, guerreiro, cavalgava um cavalo negro. Seus olhos eram tranqüilos, seu rosto era triste, seus cabelos eram dourados como a luz do Sol, e a sua voz só se ouvia depois de longos silêncios.
Ela, diáfana como a Lua, cabelos negros como a noite e voz mansa como a luz das estrelas.Eles muito se amavam. Mas havia naquela terra um feiticeiro das trevas. Ele se apaixonou pela moça-lua. Quis tê-la para si mesmo. Mas ela amava o guerreiro e repeliu os gestos do feiticeiro. Este, enfurecido, lançou sobre os amantes um feitiço: estariam condenados, pelo resto dos seus dias, a nunca se tocarem. A mulher seria como a Lua. Só apareceria à noite, depois de o Sol se pôr. Durante o dia ela seria um falcão branco. E seu amado seria como o Sol: só apareceria durante o dia. Durante a noite ele seria um lobo negro.
E assim aconteceu. Durante o dia o guerreiro cavalgava o seu cavalo levando no ombro sua amada, o falcão branco. Durante a noite o falcão voltava a ser mulher e ficava ao lado do seu amado, lobo negro.
Mas havia um breve momento encantado quando eles quase se tocavam. Ao pôr-do-sol, quando a luz do dia se misturava com o escuro da noite, o falcão voltava a ser mulher e o guerreiro se transformava em lobo. Ao nascer do Sol, quando o escuro da noite se misturava com a luz do dia, o lobo voltava a ser guerreiro e a mulher se transformava em falcão. Nesse brevíssimo momento os dois apareciam um ao outro como sempre tinham sido… Suas mãos se estendiam, uma querendo tocar a outra — mas o toque era impossível porque antes que suas mãos se tocassem a metamorfose acontecia.
O guerreiro amava o falcão. Ele sabia que dentro do falcão vivia sua amada, encantada. Ele acariciava suas penas — mas um falcão não é uma mulher. Ele a carregava movido pela esperança de que, um dia, o feitiço fosse quebrado.A mulher amava o lobo. Ela sabia que dentro do lobo vivia o guerreiro de olhos profundos que ela amava, encantado. Ela acariciava o seu pêlo negro — mas um lobo não é um homem. Ela o acariciava movida pela esperança de que, um dia, o feitiço seria quebrado.
Mas o amor é mais forte que os feitiços maus. E aconteceu que, um dia, depois de uma luta horrenda, o feiticeiro foi morto e o feitiço foi quebrado. E o guerreiro voltou a ser o guerreiro que sempre fora, e a mulher voltou a ser a mulher que sempre fora. E as suas mãos puderam se tocar e tudo foi alegria e eles se casaram e viveram felizes para sempre…”
Assim termina a estória tal como me foi contada, com um final feliz.Mas eu, que também sou feiticeiro, imaginei um outro final para esta mesma estória. E é esse outro fim que passo a contar.
O guerreiro, não podendo suportar a tristeza da sua condição, resolveu procurar um feiticeiro bom que tivesse poder maior que o feiticeiro mau. Ele se chamava Merlin. O guerreiro foi a sua morada-caverna, no alto de uma montanha, levando ao ombro o seu falcão. Lá chegando contou-lhe a sua desgraça e formulou o seu pedido: queria que ele e sua amada deixas sem de ser lobo e falcão e voltassem a ser homem e mulher para que pudessem se amar.
Merlin fez um grande silêncio e lhe disse: “Não posso atender o seu pedido porque isso seria a sua perdição, o fim do seu amor. A magia nada cria. A magia só tem o poder para trazer das profundezas aquilo que lá existe. Você, no fundo da sua alma, é um lobo selvagem. A sua amada, no fundo da sua alma, é um falcão selvagem. Ela o ama porque vê, no fundo dos seus olhos mansos, um lobo que anda sem medo por florestas escuras. E você a ama porque vê, no fundo dos seus olhos mansos, um falcão que voa sem medo nas alturas. Se eu, por um feitiço, destruir o selvagem que há em você e o selvagem que há nela, não mais haverá mistérios dentro dos seus olhos. Vocês se transformarão em animais domésticos: um cão que abana o rabo para ganhar um osso, uma pata que rebola sem poder voar. Domesticados, vocês se transformarão em seres banais. Você não terá estórias das matas escuras para lhe contar nem ela terá estórias de vôos pelos picos gelados das montanhas para lhe contar. E o seu amor se transformará num tédio interminável.”
O guerreiro chorou. “Então, nosso amor está condenado?” “Não”, disse Merlin. “Há esperança, mas não do jeito como vocês querem. Não vou desfazer o feitiço. Vou rearranjar o feitiço. Quando os primeiros raios de Sol iluminarem o horizonte você se transformará em lobo e ela se transformará em falcão. Você irá para o mistério das matas e ela para os mistérios dos céus. Vocês serão selvagens, ao mesmo tempo, cada um no seu mundo. Quando o Sol se puser e a primeira estrela aparecer, você voltará a ser o guerreiro-sol e ela voltará a ser a mulher-lua. Aí então, vocês se encontrarão…”
Ditas essas palavras, Merlin ficou silencioso. Acendeu a fogueira na sua caverna porque estava ficando frio. O Sol estava se pondo. A noite se aproximava. Aceso o fogo, ele pronunciou palavras de bruxedo e despediu o guerreiro com o seu falcão.
O guerreiro, falcão no ombro, começou a longa descida da montanha para a planície. Seu rosto estava iluminado pelos últimos raios do Sol que se punha. E foi então que, no meio do céu, ele viu a primeira estrela que aparecia…
Rubem Alves
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O Esplendor
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Segunda parte.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Vou fazer acontecer.

domingo, 31 de julho de 2011
Ponto de Ruptura.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Dona de 7 colinas.

Ela é dona de 7 colinas
Debruçadas na beira do mar
Transparente, solar, cristalina
Feminina, muito mais que linda
Caeté, lusitana, guerreira
Tem no peito o fogo da paixão
Preguiçosa, morena, faceira
Ela é dona do meu coração
Seu estilo discreto e elegante
Se transforma e no Carnaval
É cigana, boneca-gigante, sensual
Quantos becos, esquinas, ladeiras,
Quantas ruas a se percorrer
Nós brincamos até quarta-feira
Pelo simples prazer do prazer
Alceu Valença
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Eterno momento de nós dois...
Meu mapa astral...(alguém acredita?)

Não acredito em um só linha, mas gostei... rs
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Um acaso de propósito.
Quero que o acaso se transforme em um propósito, fazendo o presente valer a pena e o futuro se torne um detalhe…
Quero refletir o passado, porém não o repetir, se eu achar que o futuro a construir no presente vale a pena, que eu faça acontecer...
Se pelo menos o pensamento não sangrasse, se pelo menos o coração não tivesse memória, como seria menos linda e mais suave minha história.
Eu vou caminhar em seu jardim...
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Por isso resolvi plantar estrelas...

O silêncio delas é a resposta a tua falta
a calma, a brisa, o grilo
O brilho delas é a resposta a tua dor
o sorriso, a beleza, a destreza
O amor que tenho por elas é o mesmo
que a ti eu tenho
A ti eu venho propor
Um brinde ao futuro, sem temer o passado
superando o presente, a gente se rende
a um sentimento que nos prende
Esse que só cabe a nós.
O sentido delas é a resposta a tua falta
a alma, a calma, esperança
A lembrança delas é a resposta a tua dor
Uma flor no seu jardim
O amor que tenho por ti é
uma constelação
Por isso resolvi plantar estrelas...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Cuidarei do seu jardim.

sexta-feira, 3 de junho de 2011
Amor Tranquilo.
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida."
(Cazuza)
É assim que o poeta traduz o amor; a tranquilidade de quem ama, de quem sabe viver o momento tranquilo, sem tantas emoções destrutivas e ao mesmo tempo ter um desejo carnal, profano, físico e animal. "O poeta está vivo, foi ao inferno e voltou."
A sorte de um amor tranquilo é difícil quando o outro te acha o próprio demônio levando-o para um mundo de perversão, enquanto tu acha que o mesmo é algo divino que veio te salvar da tua vida pregressa.
A fruta mordida é sempre mais fácil porque embora Divina e confundida com profana, ela sempre é mais prazerosa, e quando interpretada corretamente se torna tão Divina quanto a própria humanidade.
Precisamos de um amor tranquilo para morder nossas frutas e ter o sabor esperado. O poeta traduziu, agora citemos, vivamos.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Alguém Me Disse

quarta-feira, 1 de junho de 2011
Eu, Tu, Nós e nada mais...

segunda-feira, 16 de maio de 2011
HOMOSSEXUALIDADE E LIBERTAÇÃO HUMANA

*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia, faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King Jr. e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil
CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail cepesc@bol.com.br, site www.cepesc.com.
Fone: (71) 3266-0055.
Fonte: http://madoniram.blogspot.com/
quarta-feira, 20 de abril de 2011
E lá se vai...
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Nostalgia do Desconhecido.
Nostalgia, lembrei do dia, a beira do rio sentados na grama, um dia frio, te querendo na cama... Te tendo na mente que mente ao teu respeito de um feito não teu, meu pecado, esse sussurrado em poucas linhas, minhas, essas palavras escritas, mas não ouvidas, vividas as poesias em minhas crônicas, um dia de um corpo só, num nó meu, teu, nunca esquecido, fingido. Um dia que nunca existiu. Desconhecido.
terça-feira, 22 de março de 2011
Apenas o teu EU...

quarta-feira, 9 de março de 2011
Num breve período de sempre.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Silêncio
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sei que já te encontrei...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Qual mito você escolhe?
Os mitos, portanto, não são ilusões ou ficções. Tampouco são cientificamente, objetivamente, “verdadeiros”. Não têm como ser verdadeiros nesse sentido porque não existe uma realidade “lá fora” com a qual possamos comparar nossos mitos, do modo como comparamos uma hipótese com os resultados de uma experiência científica. Mais precisamente, não existe um “lá fora” porque não somos capazes nem de começar a enxergar esse “lá fora” sem o auxílio dos óculos providos pelo mito. Para dizer de outra forma, não temos como escapar de nossa humanidade. Temos de levar conosco um mito – algum mito; se não for um será outro. Sem a obra ordenadora dos mitos, não podemos sequer começar a encontrar um sentido para o mundo. A questão não é com mito ou sem mito, mas qualmito, qual mecanismo organizatório ou estrutural escolhemos usar.
O rabino Neil Gillman, em The Death of Death (1997)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Vontade de ti.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Parágrafos ou entrelinhas.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Do velho som dividi meus versos.
Molhei o pano da cuíca com as minhas lágrimas
Dei meu tempo de espera para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação.
Usei como destaque a tua falsidade
Do nosso desacerto fiz meu samba enredo
Do velho som do minha surda dividi meus versos.
Marquei o último ensaio em qualquer esquina
Manchei o verde esperança da nossa bandeira
Marquei o dia do desfile para quarta-feira.
Vai meu bloco tristeza e pé no chão...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
O olhar dos olhos...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Este feliz aparato de glória...
Não se muda a história com lágrimas, gente como nós; burgueses, fracos, mas eu assumo os riscos. Minha loucura e minha consciência estão aqui no momento da verdade, na hora da decisão, na luta, mesmo na certeza da morte, precisamos resistir e eu preciso cantar...
Não é mais possível essa festa de medalhas, este feliz aparato de glória, essa esperança dourada nos planaltos, não é mais possível essa marcha de bandeiras com guerra e Cristo na mesma posição... haaa se não é possível a igenuidade da fé, a impotência da fé...
Trecho extraído do filme “Terra em Transe” de Glauber Rocha
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Hoje, amanhã e depois...

terça-feira, 28 de setembro de 2010
Apenas pingos.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Estraño
Ela também me amou
Só que o prazer é tão curto
Eu amei e acho que algumas vezes
Ela também me amou
Só que esquecimento é tão longo...
sábado, 28 de agosto de 2010
Castelo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010
"Encore une fois."

terça-feira, 17 de agosto de 2010
Aparentemente tolo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010
Anos atrás...
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Trabalho!!
Aí + uma matéria para o Esporte Espetacular... O Ceará World Cup Skateboard 2010, 1ª etapa do Mundial!! foi do Caralho...
Imagens Anderson Rodrigues
quinta-feira, 15 de julho de 2010
AMOR E SEU TEMPO
Ao amigo Wendel, que dos românticos é o primeiro, dedico Drumont... pois...estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
terça-feira, 6 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
O tal trajeto.
Olhando meu All Star de pernas para o ar, lembro dos caminhos percorridos com ele, alegrias frustrações, conquistas, percas, experiências, conhecimento, abdicações e ecolhas decisivas que definiriam um triste fim, porém pleno ou talvez um fim feliz e incompleto. As pegadas deixadas parecem mais uma assinatura no trajeto, que por fim é no meio "o tal trajeto" onde está o sentido das coisas, e os buracos no sapato são as coisas de sentido.quarta-feira, 23 de junho de 2010
Bom Esquecimento!
O esquecimento, freqüentemente, é uma graça. Muito mais difícil que lembrar é esquecer! Fala-se de “boa memória”. Não se fala de “bom esquecimento”, como se esquecimento fosse apenas memória fraca. Não é não.Esquecimento é perdão, o alisamento do passado, igual ao que as ondas do mar fazem com a areia da praia durante a noite.
Rubem Alves
quinta-feira, 17 de junho de 2010
As cercas também tem suas belezas.
O mais incrível de tudo isso, foi o momento ao lado da cerca iluminada com os raios do sol onde entendi o sentido das escolhas para a construção do nosso próprio caminho, rumo ao próprio destino... As cercas também tem suas belezas.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Do meu lado suplico meu destino.

"(...) meu pensamento profundo do dia: é a primeira vez que encontro alguém que procura as pessoas e que vê além. Isso pode parecer trivial, mas acho, mesmo assim, que é profundo. Nunca vemos além de nossas certezas e, mais grave ainda, renunciamos ao encontro, apenas encontramos a nós mesmos sem nos reconhecer nesses espelhos permanentes. Se nos déssemos conta, se tomássemos consciência do fato de que sempre olhamos apenas para nós mesmos no outro, que estamos sozinhos no deserto, enlouqueceríamos. Quando minha mãe oferece petisfours da casa Ladurée à sra. de Broglie, conta a si mesmaa história de sua vida e apenas mordisca seu próprio sabor; quando papai toma o café e lê o jornal, contempla-se num espelho do gênero manual de autoconvencimento ; quando Colombe fala das aulas de Marian, deblatera sobre seu próprio reflexo, e quando as pessoas passam diante do concierge, só vêem o vazio porque ali não se reconhecem.
Do meu lado suplico meu destino que me conceda a chance de ver além de mim mesma e encontrar alguém."
trecho extraído do livro: "A elegância do ouriço" de Barbery.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O Próprio.

terça-feira, 25 de maio de 2010
A verdade.

A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade…
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.
Carlos Drummond de Andrade
Tudo de nós.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Quem me dera tu...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Procurando melhorar...

Na mesa do café da manhã a família está toda reunida. Mulher sentada com os dois filhos, e o sogro, lendo seu jornal.
Seu marido chega ainda sonolento, com aspecto de cansado carregando na mão um bloco de notas, senta do lado do pai e cochicha baixinho:
-Pai, programei todo o meu dia, anotei tudo pra não correr o risco de esquecer.
Então o homem começa a ler o que tem escrito no bloco de anotações:
-Depois do café da manhã, deixarei as crianças na escola. Depois farei uma caminhada de uma hora. Otimizarei meu tempo no trabalho resolvendo todos os problemas antecipadamente. Vou pegar a Marilia para almoçar. Retornarei ao trabalho e saindo de lá vamos ao shopping da uma volta. Hoje tem reunião do condomínio nunca vou, nem sei como estão as coisas. Quando voltar ajudarei as crianças na lição da escola. E então pra fechar o dia vou colocá-las para dormir. O senhor verá, vou criar um ritmo bacana todos os dias.
Seu pai sorri timidamente e dando um tapinha nas costas dele, responde baixinho no seu ouvido:
-Que bom que você está procurando melhorar meu filho, primeiro essa vida sedentária não leva ninguém a nada, segundo você tem que participar das reuniões aqui do condomínio, todo mundo até pensa que você não mora mais aqui.
Então ele levanta vestido com roupa de academia e diz:
-Desculpa garotão, mas eu já venho fazendo tudo isso a muito tempo. Agora não sei é se você vai conseguir me acompanhar.
-Vamos lá criançada, ta na hora de ir.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Sermão de Páscoa.

Todos querem a ordem e sabedoria de Paulo,
Todos querem o respeito e liderança de Moisés,
mas nem todos querem a vergonha e simplicidade de Jesus.
Todos buscam o poder de Eliseu,
mas nem todos a fraqueza de Jesus.
Todos almejam a glória de Davi,
mas nem todos o vexame de Jesus.
Todos querem as palavras de Isaias,
mas nem todos a pregação ao pobre de Jesus.
Todos pregam o zelo e temor dos profetas,
mas nem todos a graça e subversão de Jesus.
Todos querem o céu de Elias,
mas nem todos querem o inferno de Jesus.
Todos querem a ressurreição de Jesus,
nem todos a páscoa de Jesus.







